O que importa é a história que temos para contar

Se tem uma coisa no mundo que eu tenho verdadeiro pavor, é o do tal do preconceito. Eu sei que todo mundo, em algum momento da vida, tem ou terá preconceito em relação a alguma coisa. O meu era com comidas verdes. É sério mesmo! Por mais bobo que possa parecer, até o 23 anos, eu tinha um certo preconceito com coisas verdes no prato do tipo: ervilha, alface ou qualquer outro tipo de folha. Catava tudo e separava até os grãos de arroz que tivessem “confraternizado com o inimigo”. Hoje eu venci esse meu preconceito e sou uma pessoa mais feliz, que perde menos tempo na hora de comer e que descobre sempre novos sabores e sensações. Mas o que eu não entendo e tenho pavor mesmo é o preconceito com pessoas e pensamentos diferentes do seu.

Aí eu achei esse vídeo que fala, exatamente, o que eu acho: o que te define são seus gostos, pensamentos, vontades, aprendizados e vivências. São as histórias que temos para contar, e não a cor da pele, a orientação sexual, a religião…

O video fala especificamente sobre gays, mas serve pra tudo não é?

Vamos deixar os preconceitos de lado e ver as pessoas como…pessoas! Falo por experiência própria (a pessoa aqui: conviveu com índios, tem um melhor amigo gay, namorou judeu, conheceu e andou com artistas esquerdistas, tem pai ex-hippie e que hoje é um senhor totalmente engajado no sistema, …) todas essas pessoas  e experiências diversas só ajudam e fazem a vida ficar mais divertida e cheia de histórias para contar!

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Figurino neurótico e encantador

Eu tenho paixão por figurino. Pra mim, figurino bom é aquele que a gente consegue conhecer um pouco da história do personagem só de bater o olho, sabe? Mas, sem obviedades, sem transforma-los em caricatura ambulante.

E é, exatamente por isso, que eu sou completamente fascinada pelo figurino de Annie Hall (interpretada por Diane Keaton. Diva!!) no filme Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, do Woody Allen.

Acho tão natural, sabe?  Aquele figurino andrógeno, cheio de calças de alfaiataria masculina, coletes, camisas e até gravatas, combina tanto com a personagem, história, época e ambiente, que acaba não desviando a atenção do roteiro. Tudo ficou tão bem “casado” que, nem por um minuto, imaginamos que falta feminilidade ou leveza.

E nem adianta me falar que o figurino nem é tão genial assim porque foi todo inspirado no guarda roupa da própria Diane Keaton, que isso não tira, nem por um segundo, o mérito e o charme. Afinal, saber aproveitar as oportunidade e obviedade de maneira inteligente é uma virtude. E outra: não dizem que Woody Allen se inspirou nela e no romance que eles tiveram para escrever o roteiro? Nada mais perfeito, não é?

Informações e curiosidades:

* O filme foi indicado a 5 Oscars e ganhou 4 deles. Inclusive o de melhor atriz para Diane Keaton;

* O nome da personagem Annie Hall foi baseado no nome real de Diane Keaton, cujo apelido é Annie;

* Sim, algumas roupas da personagem Annie eram da própria atriz.

* Ralph Lauren e Ruth Morley foram responsáveis pelo figurino do filme.

Quem nunca viu, eu indico muito!

Por falar em figurino,  tenho que desabafar que não acho a Patricia Field gênia do figurino. Sério mesmo. Claro que acho muita coisa linda e algumas combinações bem interesantes e inusitadas (ficariam ótimos em editoriais e catálogos) . Mas sempre tenho a impressão que: a roupa rouba a cena diversas vezes, que alguns personagens ficam óbvios e caricatos além da conta e que outros não se encaixam no contexto.

A Carrie de Sex and the City, por exemplo, eu nunca consegui associar aquele figurino ao modo de vida dela, sabe como é? Fica claro que ela gosta de moda e de sapatos, mas eu sempre vejo duas personagens.

Figurino tem que fazer parte e complementar a história. Bem, essa é a minha opinião!!

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Detalhes

Imagem: Ballerina Project

A personalidade aparece nos detalhes. E assim a gente consegue se comunicar…mesmo ” de uniforme”.

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Reflexão sobre o cuspe e a modernidade

“esse mundo moderno é muito complicado para mim… antigamente passava cuspe no cutuvelo, cuspe para ajeitar a sobrancelha, cuspe para limpar o rosto e cuspe para repartir o cabelo. Era um mundo simples, mas honesto”

Sábias palavras do Luis Vitão (@luvitao), o primo bruto do Louis Vuitton

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Dica de leitura para o final de semana

O final de semana está chegando e é sempre um bom momento para colocar a leitura em dia, não é?

Então, a dica de leitura para o final de semana é a terceira edição da revista Edição de Luxo. Para quem não conhece, revista é cheia de informação bacana, muito bem feita e foi idealizada pelos jornalistas Aline Botelho e Thiago Felix que:

“Cansados da mesmice da blogosfera de moda, resolvemos partir para um publicação impressa. O intuito da Edição de Luxo é mostrar uma visão de moda mais ampla do que a estamos acostumados a ver por aí. Sob um olhar mais cultural, pretendemos questionar alguns lugares-comuns e mostrar que moda não se restringe apenas às passarelas. ”

(texto tirado do blog deles. aqui, ó.)

O assunto da  Edição de Luxo #3 é a moda masculina e tem entrevista com Vitor Angelo, um texto delicioso (e qual não é?) do Xico Sá, muita história e curiosidades sobre moda e o universo masculino e o melhor de tudo: tem versão online.

Para ler, clique aqui

Ah, e o twitter da revista é: @edicoesdeluxo

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Moda de rua (de verdade)

É muito comum ver blogs de street style como Sartorialist, Face Hunter e Garance Doré e ficar imaginando como pode existir gente tão linda, arrumada, usando as últimas tendências e andando, despreocupadamente, no meio da rua, não é? Só que se a gente parar para pensar e pesquisar um pouquinho, vamos ver que as coisas não são bem assim. Claro que tem muita gente que acorda com vontade de sair toda trabalhada na lindeza. E sai mesmo!  Mas vamos combinar que isso não acontece com a maioria das pessoas? Vamos ficar cientes que ali rola uma super seleção e até uma produçãozinha? E eu não acho errado. Esses blogs tem o papel de mostrar como as pessoas “comuns” usam as tendências. Isso é muito bacana como colírio (no sentindo limpar os olhos com belas imagens. Nada a ver com aqueles meninos de franjinha da Capricho) referência e até como pesquisa.

Entretanto, a realidade é outra. A maioria das pessoas sai de casa com pressa, não pensa se o sapato é da coleção passada ou “eita, meu cabelo esta péssimo! Vou dar um truque fazendo uma trança lateral porque esta super in“.

Por isso que fiquei tão encantada com o blog  O que o povão usa. Eles mostram como o povo se veste no dia-a-dia, pegando ônibus, fazendo feira, indo ao médico…

Bom mesmo é conseguir imaginar personalidades e histórias inteiras através das roupas. Não que não tenha isso nos outros, mas eu acredito que é bem mais complicado ser espontâneo (na maneira de vestir) quando se tem muita informação de moda, entende? A gente sempre vai colocar um elemento ou outro para camuflar um defeitinho, para destacar algo de bom ou, simplesmente, para passar uma impressão do que somos ou gostaríamos de ser, para alguém.

E, se a gente olhar direitinho, encontramos várias tendências. O povo é fashion, meu povo!!

Mix de estampas a

Animal print

Saia florida

As imagens são do blog O que o povão usa

Ah! O bacana é que eles aceitam colaboradores. Quem quiser mandar foto é só enviar para o email oqueopovaousa@hotmail.com

E eles tem twitter também: @oqueopovaousa

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Mistureba de quinta

Como a semana está corrida, vou fazer um post “dois em um”, ok? Hoje teremos causos e dica de leitura (pra refletir).

Causo do dia:

Duas amigas na parte de revistas de uma livraria qualquer.

Amiga 1 olha para a capa de uma revista e fala:

– Eca! Como é que eles colocam a brega da Marimoom na capa?

Amiga 2 com cara de desconsolo:

– Sério? Eu acho ela tão fofa!

Amiga 1 com toda sua calma e delicadeza:

– Cala a boca! Você é jeca metida a moderna, não entende dessas coisas!

Ai ai…a amizade é tão linda!!

Link para ler e refletir:

Vocês já devem ter visto e lido por aí alguns post sobre a polêmica das famosas bolsas de moletom “inspiradas” nos modelos City Motorcycle, da Balenciaga, e o Alexa, da Mulberry.

A minha opinião é a seguinte: Sou totalmente contra cópias, não usaria e não vejo razão para que sejam feitas. Tem muita gente bacana e criativa por aí e não acho que tudo já foi criado e agora temos que copiar o que já existe.

Quer realizar o sonho dos teus cliente de ter uma “it bag”? Pois crie uma nova, exclusiva e com a cara da sua marca. Tenho certeza que ele vai gostar!

Mas, o importante mesmo é vocês lerem esse ótimo texto da Val, no blog Delícias do Mundo da Moda. Muito bem posicionado, explicado e vindo de quem entende do assunto! Vão !

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